domingo, 6 de março de 2016

estar estou parado:
é a se perder dos lados nonde o
destro volteio vem como é sem se mover
cerúleo ele que se ter sentido pela curva a
estar sempre aqui de novo sem tê-la ido
só a reta eu vejo-a
curva quanto coisa alguma

eu
indo por onde sentir nada
e indo por onde sentir tanto
ao tempo do acaso
lhes faceiam se o meu corpo
pelo qual parece são
que cadeiras quebram com a mão posta

ao tempo da boa coincidência
da rua, ciano beco
há o céu plainado
e os corredores
do meu prédio pelos quartos
entre o sol e o vão para
que se dê sombra

prateleira do livro acercado
último, pelo ar dos móveis, acontecem
do fundo à altura na beira da estante
saída que não solta
a mim ando o lado eu deles de mim
será endireitando tornam através de qual onde
que me encosto

se sê este e fronteia
de conforme sentar só perto
será isto vaga, pro gesto, é na dele mesma
quase fundo à vista da janela
ou mais aqui; dias sem
botar gesto acima ao colocar caindo
como ele não pôr.

Eduardo M.P. Félix

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