domingo, 12 de abril de 2015

no Café

louçania, o corpo em rumor

ladeando para os centros, que se deita
as mesas
mais cotidianas posteriormente aos apoios
sob grandes quantias de xícaras
como amiúde estivesse sempre esta mesma hora ao ar
e que daí perfilarem muitas xícaras nas retas ou curvas e mesmas em mesmas no espaço composto                                                                                                                          [arrastado
antes da porta aberta aguda parede plana brilha
como suspense, que entanto, é esquina se torneando na virada
          a quem torna e entra aqui

o ar compreende
cheiros fundos de café
atrás às coisas ao sol
de aventar lhes sombreia
desde a descair para o que as vou divagando
incidindo voluções na
manhã
teto do Café
contorna
esparramando mesas de azulejos

Eduardo M.P. Félix