sexta-feira, 19 de setembro de 2014

rascunho de flores (depois haverá um poema mais desenvolvido sobre o assunto)

não sei melhor imagem dessa extenuação involuntária que são estas flores em amplidão
com vasos, jardins, delas cada qual há as possibilidades de furtá-las
decorrer as possibilidades de mim é o meu corpo
impossivelmente uma em sincronia à outra ao mesmo tempo
o instá-las colhê-las de instante todas
pois se não pode tocá-las simultâneas
me repouso em lassidão inconsciente ansiando nas horas de coisa alguma
no que não as posso toda a textura defronte horizontal
as formas transtornando refletidas das águas fixamente os olhos vão
eles só sem serem a ademais
tão pequeno sou sem poder fazer tudo que posso

primavera a premer-me de redor por mim

Eduardo M.P. Félix 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

minha clareira sentida

estou doente
porque se me a cindir o estar para distante
em que urbano monumento coincide
segundo o formato do seu caminho até mim singularmente
que eu não saiba quais percursos
eis o formar-se da minha doença

prescindidos muitos postes pendendo ao poente
quantos estas pernas apensas estiram-lhes sombras
Oi, sitiante longe a cantar cobrando nalgum canto
sob as pletoras serenas do Sol a cindir-se entre diáfanas
colorido áureo ele da minha inconsciência
que perambulo o outono que não há aqui
Algo nu palpita-me,
e pairando aplanar a rodopios
dessas mais úmidas floras distas para mim

Eduardo M.P. Félix