quinta-feira, 14 de agosto de 2014

visão de calçadas

consumir-se-ão das sombras às cores a consumação ao palatado chão para então
cair de algum modo pelo andar por enfileiradas e calçadas
a esparzir flores com as árvores da vereda queda

destra para as searas que aventam aos eixos de viaturas
tresvasado carmesim luziluzir
entre a persiana das copas
esplanadas das suas glaucas folhas soslaiando

Eduardo M.P. Félix

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O futuro

    inconsciências se ostentando
    mas se eu não sei o que são...
Lhes tenho de manejar
algo a si que não sejam elas
   daí há felicidades neste tipo de as olhar
   O necessariamente a vida
   O tentar sentir que seja.

Eduardo M.P. Félix


(escrito ano passado, só que era um poema depressivo)

domingo, 3 de agosto de 2014

chove eu sinto configurando as gotas
em conjunção relevo contínuo para a pele caindo
pulula-se senso das texturas
a água que me faz senso de contorno sutilmente
da textura do ser, pois
sei-me diáfano estar corpo, assim

Eduardo M.P. Félix 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O arranjo destes vasos de planta,
glaucos e de cerâmica ornamental
contiguamente em quatro
- as dimensões deitadas -
de repente o ritmo visual acaba-se e
limitado, se imagina um quinto a ladeá-los
(como estrela da noite, queda em cristal)
lhes parca subitamente e pousasse
sem descer-se de alçar, pois se suplantasse
então sua palavra fosse sempre falar em demasia
então sem ritmo esta
então sem estar
o lado específico ou algum dos vasos

Eduardo M.P. Félix