terça-feira, 28 de janeiro de 2014

pontas de fel perfilando do ausente
em cima vácuo ígneo um fogo
pelos contornos de pontuar um local,
um deter no haver das coisas
e uma tentativa de disciplina de Poder
a lida sob os fios de as pernas irem correlacionando
a nos deterem racionalizar andar

Eduardo M.P. Félix

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Mas eu nem te tenho só o que escrevi
embora aches de ti em mim só esta imagem

há mil adorações além sofridas de erros

Quando, acidental, me antevisto teus gestos, tudo aponta pra se esvaziar na metamorfose dos ecos, oscilações nos contornos envolta, à linha reta e uníssona sem presentes; ao vácuo de sentido.

Eduardo M.P. Félix

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Repressão sexual a um arquétipo masculino

Há suspenses muitos em deixar em sonhos esses sonares antigos, antigos, se relativos a agora;
pra eu dizer não ser de guardar ressentimentos comigo mesmo.
                               Mas se não os faço, é por não saber se eu estou certo sobre o segredo do castigo.
                                                                                                          (mas ele deforma, como deve).


Por isso meu cinto invisível ondeia revelando
sombras vermelhas de respingos planos
- por bem sobre as coisas brancas -
apenas no isolamento de mim.

 disso a disso, como roupagem das histerias psicanalíticas,
Tenho cruzes simbólicas de faixa a cima da nítida saída sexualíssima.
Dissuadem se alinhar muros diluídos nas articulações dela,
por isso flexibilizam os seus fitos de estrada imaculada e extática
                                 sobre o ser de apontamentos e procuras falhas.
e a distensão da textura inflexível não articula nada sobre si e a sua esticada superfície
resiliência das coisas subjetivas


sobrancelhas, porém, ditas a levante em interdito,                                                                
prometem evaginações vigorosas a berrar
arco íris das lindas breves orquídeas;
curvilíneos sentidos alteando n'água intensa...

...porque vibram o acesso difícil a uma estrela logo próxima,
a felicitar em potência dum ciano pontilho assonante em premer...    ...tanto adentro...

físicos tremem devaneios realizados
e se não desprendem porém de não estarem telúricos;
conquanto pela inconsciência se funda razões as ações sem matéria...

pelas rugas arraigadas dessas que esticam dedos
não lhes tocar fundo   não me doo.             ...até substâncias de ânsias inda cerceiam em cintilo...



há uma angústia de patriarcalidades entorpecentes que não fugidias não morrem.

Eduardo M.P. Félix 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

19 anos (sobre a minha juventude e a de outros)

...a procurar experiências de vida - lassas gotículas de existência juntas que me adere -,
como realmente quem tenta não se assear (mais ou menos): não falsear levidades o ser lúbrico.
Pela casa, as lâminas de espelho se transfiguram-me a mônada, porém;   sabem a juventude minha...
Daí navalhas ou reflexos competem a verdade das barbearias
e violentam fases ou não negras: se é o contorno todo da face a ir-se... ou se não...

Ao menos a adolescência fulmina certos trabalhos chatos.

Eduardo M.P. Félix
Eu sei; em silêncio não respondo.
Quem me visse, facilmente me diria.

Mas são vistas baças à alvura, as paredes dos antigos meses fluidos.
Sempre que persistentes sopram, pútridos de humores são das menos claras minhas íris

A ângulos de luzes cheias, apeiam, então, graves pontas de poeiras leves
Pela encerada pletora, velas, doutras horas, de mim rumas às três dimensões do quarto, em estarem tênues ao transluzir interrompido, onde gravitam o todo o tempo do assoalho.

Acumulam-se livros. Assim estridulantes palavreariam. Além se apertam dentes, pelo ser rilhando, à calma derme, gestos.

Sou eu. Lotado de sorrisos de lembrar.
As mãos dedilham o trêmulo ardor do extremo vácuo em limiar.
Embora se pode desconstruir com esta areia vinda deles.

Daí pomares róseos me travessam, acima desse solo em costas refletidas nas janelas, espelham a distância pululante por cravos fúnebres.

Tendes pouco tempo nesta sede: que é melhor morrer com ela, enquanto.

É transparente o nosso corpo, tudo o ultrapassa...
Se houver idades boas, que não sei.

Eduardo M.P. Félix.