sexta-feira, 29 de novembro de 2013

E a grama me enche o estorvo de redenção
chove como se não em mim
aos mudos vítreos revolveres de poços amansando
ladeiam (poços de sonhos)
que não sobem, de fundo,
- nem são - na verdade, ao meu lado.

folhas brotadas molhadas e
Nenhuma fruta se me enterra e apodrece ao duro barro
pra o meu de após...

Acinzentar: clareiam os céus
meus lindos longos e chãos nadas,
percorrem lá chãs d´águas.

Eduardo M.P. Félix.
A música é desagulhar este som ferrilíneo de ponta movendo aguda do silêncio
muito tedioso das cadeiras distais da sala vazia branca ante as árvores das janelas

Silente senta, a nada delas,
as tuas lembranças guardadas, seguram dormentes
 - Vassoura! pó (friamente) adentro esconde ao viajante -, disseras
quando ousavas n'olhos calada
e lá, também, então às vezes não sorrias ou lamentavas

Ao meu som assento, eu mesmo é o que vagava.
Oscilava. É-lo intermédio de pontos a segurar coisa,
qual essas folhas de galhos a farfalhar em mesmo pendor

pois Eu canto como morta cigarra cata seu corpo
no eco do campo, do tempo lograda.

Eduardo M.P. Félix

(p.s: mas cigarra.) 

   

domingo, 24 de novembro de 2013

E que se frise: a ausência de saber, se me é a ausência da minha vida, ela o toma, se estende ao próprio não-ser-dela, como folhas cheias e ervas daninhas invadem só na justiça de existir também. Como não dela é, só pode ser, do seu ponto, etéreo o campo justaposto. Eu vivo de potencialidades: o outro lado. Determinados negrumes madrugueiros.

                                                       As palavras também são violência como quem não está nem aí ao universo que não lhe permite. A minha cinzeira de tinta é vítrea, tudo que há num vidro, transparência, reflexo, de tudo que existe ou aponta não ou não exista. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ah a esquina do meu quarto com a
lata que repousa lá
na aziaga prateada forma da jarra
cheia de... quê?
combustões atômicas da
fraca sonolência transparente
do ar, lente muita e minudente.

Eduardo M. P. Félix