sábado, 28 de setembro de 2013

se há o mundo inteiro, dificulta vê-lo
perscruto (como dele não fosse) só o que me há

alva dada vaga

se eu luzo,
a vida é sustentada
clareada indita,
pelo repente lume de nada.

O viver ser chorar glóbulos negros me presta a enseada
Os incensos são saber o inconsciente, em desvelo ao vento a fumaça...
em cima, limiar e simulando as gramíneas, os orvalhos...
...torno delas

doem, e quer-se morrer.

...

Eduardo M.P. Félix

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

É difícil achar algo
das palavras
imaturas ao papel.
Eu forço o meu orgulho
se ele tiver algo
a verdade o liberta, e ele não tem.

solto a fumaça uníssona que é ao íntimo
do mundo:

     mais ou menos pareço o que eu não sou.

Ali fico sem áureas nem belezas em ditos maiores
Transcorro junto dela e
saúdo mais a humanidade,
em geral é boa ela.

   

         tudo isso se me dói à flâmula do medíocre                e eu sei que o sou
as listas dos ópios das calçadas me conduzem e eu mais pertenço
à sombra daquela árvore. E sou isso, marca logo sem querer.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O canto do parque

Por que achá-los me observando?
eu é que vos olho, oras!
enquanto mendigam passagem como se eu fosse de esmola
de vouyerismo aos demais!
no parque só posso,
no negrume do parque
                  da cidade
ou as árvores - ou o que não apareça estranhamente
assim, de fora, com as mãos de fora
                                           das calças
das camisas, às camisetas que depois repousam
serenas repousam deixando anúncio
 - olha, proteja-se, hein? -
e do que aconteceu noite passada,
qual nem lhe fossem mais
As estrelas são mais bonitas quando se faz algo
no parque às 3 horas da manhã, sem guia exato
mas não se as fita, razoavelmente
Não se as fita,
E não melodiosamente
O canto final do parque
O canto final das horas
O lago todo. Já vem.