quarta-feira, 31 de julho de 2013

Eu, aqui, na frigidez do quarto, busco avantajar o tino do universo no pontinho da minha cabeça...  o tilintar vazio, dele, de cada nota... a realidade é a escarcela da indiferença. E em todo lampejo há um negrume por sob égide.

A realidade é uma vastidão que devia não ser da vida.
Mas é o embate... e o que há nisso                                    ...

       Eduardo M.P. Félix

domingo, 28 de julho de 2013

não quero nem o pouco o fim. hoje, eu tenho o medo da morte. e, felicidades, ainda não morri. mas é que, desde que Macabéa morreu, eu tenho sim, Clarice, a certeza da sempre véspera. tenho sim. e não sei se é pungente, não sei se é ver o ideário das coisas orgânicas, percepções tuas tão doce e verdadeiramente... mas a vida é tanger a vida, morrer... 
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 encontrar a vida e decorrer. algo, que seja, o eros, o amor... é tão breve e o esvaecimento etéreo nos compele à materialidade viúva das mais evanescências que não sejam vida. há mais beleza nisso, meu deus, que todos os esvoaçares que eu me impilo. 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

fluxo de pensamento de uma personagem do meu conto sempre incompleto, porque eu sempre escrevo as cenas antes de o conto chegar a elas...

A rasgar-me quais resplandecentes espadas mais orgânicas, mundo, e aquele instinto de resposta... (?) dubiedade perseguidora determinante do último mês; eu aprendera o tempo, à pele das objeções ou não, porque o devir entanto é um demais incisivo contra ou não as  petições – realidades, de torneiras, de paredes e janelas, vós deixai-me ver-vos (mas não deixarão) – não deixarão, de alguma causa, vós feris-me, concreto –, meu Deus do céu,  tão comumente ao dinamismo eterno – não podeis antever-se – eu então saberei o sofrimento das espadas do princípio da realidade, a perpetualidade encosta do absurdismo andante todos o sabemos: a dubiedade ao céu nublado porque nele há ambíguos tons de cinzas e o tilintar amargo muito amargo em serenata amaro do tempo – a minha negação nunca porvirá daí a tanto, a tangência já profundou-se muito se enrubescer numa sempre etérea servidão às minhas poesias – do mesmo modo que muitos outros passados marcam-me a esquecer devida leveza ao precedido; – não; digo, a condução tão vasta contata a mobilidade do resto prévio – eu tenho mais isso a deixar de perder o que das formas penso ser bom (ganhei bastante esses dias vários atrás) – “pra onde eu vou, venha também” – d’eu anseio as ganas que ganhastes, céus (, céus, alarmes, alarmes,) esperai que vós ganhastes como eu agarrara a vossa nuvem agigantesca (os galhos verdes escusos vos tantinho tampavam) de modo que era algum quadro tão belo e plasticidade bate a mim – mas não há cifrões bastos com a história dessas vinhetas descansadas pra depois ou um ouro que se não se saiba se se ganhe (?) numa suavidade da necessária nonada se inda não ocorre desmaiada ... ah, as tristezas humanas ... se se podem balizar em nada, o fazem tentáculos coração e se vão esticando por todo o vário cosmos de vazios não precisa de racionalidades espessas e sensatas pra se fundarem ... ah, sou tanto tanto pobre de não vê-los ... toda a dor que há no mundo (não poderia desregrar numa explosiva felicidade futura ou numa explosiva felicidade sensata não é a ‘nércia das coisas pelo otimismo assim sensato) eu estou vendo, eu estou vendo, muitas coisas, corre corre corre ai, e a certeza de que elas não precisam – que foi, não podeis tratar a “tanger o devir de boa, sem problemas?” aaah... pelamor, tenho minhas motivações, eu sei lá, motivações de estar desmotivada a essas formalidades – então, eu converso com quem? com quem eu imagino ser deuses, com quem eu imagino que me dirias se eu faceasse o que eu facearia se lhe dissesse... – dissesse a deuses ... não, convenhamos eu chamar de deuses de não admitir a que digo, e também de não saber a que se chamasse o tempo E o vento! :) caramba há ironia nos cantos mais inóspitos, que isso, gente, caramba; figuras de linguagem nas amorfias viventes decorrem nas vicissitudes mais escabrosas é sempre assim não aqui só, viu? aprendê tu esta lição a pulsão fluxa se se data o que dato – é a amarração de tudo isso, não é? – como se haverá conclusões as conclusões são, são; são esparsas ... nah! forças forças que emendam e ratificam contra cada uma a si mesmas vós parai de me defasar vozes a todo o tempo se é que há tempo não há meu deus, mas é vós mesmo a incitá-las essas vossas perguntas temporais e devirosas ... ah, my god; como tudo isso é só compensação do meu ser inato, ignaro e falho, eu choro... e pra achar que sou mais humana que essas pessoas que passam em todos os lugares isso é perigosíssimo [se achar mais humano que outrens] perigosíssimo fere-se-os uma hora, articula-se um sistema pra indagar-lhes se porque não aceitam o princípio da realidade que eu, eu quero! tão clichê pronunciar isto, que limitação.

(pensamentos enquanto passa pela rodoviária)