sábado, 16 de fevereiro de 2013


Em cada canto, Musa, a noite se desloca
E, se desloca, é de em solilóquios soturnos
aos moribundos porvires escuros
de passarem em tempos, e tempos noturnos.
A consistência vaga de estética infundo
da vaga breve d’aurora
Muito, outrossim tua, muito, há-lhe rósea, que
desvela – tu desvelas o mundo

Que se desbota a si e a tudo.
Em tudo o depois perfaz e desfaz, Musa.

Eduardo Matos

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


eu viverei  a literatura pra sempre
boto a minúscula que é para transgredir o word
é só o conseguir meu anular os enganos do programa

numa textura de imbricações tão sistêmicas
única coisa dele assim é errar pela sua própria cristalização:
ninguém nem lhe precisava romper
mas eu rompo porque o word é chato e erra mais
que eu e todo o mundo
ainda assim eu escrevo certo para ele
eu ando só um pouquinho além desse sistema
que de resto é ir pra mais demais da língua
e do que mandam dela
ou ela manda? dizem

se eu escrevesse mcjoidvnhofhu talvez fosse exagero
mas aí me entenderiam por análise
eu nem sei nem sei destas
mas eu inda escrevo à norma
só sou contra o word mesmo apesar de tudo que ele me dera e a sorte de eu escrever nele. 

eduardo matos