sábado, 28 de dezembro de 2013

tempinhos

do mais simples,
do que pode ser o simples,
como ser o todo o mundo

Do etéreo, Romãs, dos meus bolsos
movam-se, e não mais se vão
Sei que sois vós da realidade,
não se me movam sem mim
e não se me movam sem razão.

elos de trás das texturas em brisas suspensas

Eu tenho sonhos dos teus tamanhos, e nunca os pego às mãos.

Eduardo M. P. Félix

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

E a grama me enche o estorvo de redenção
chove como se não em mim
aos mudos vítreos revolveres de poços amansando
ladeiam (poços de sonhos)
que não sobem, de fundo,
- nem são - na verdade, ao meu lado.

folhas brotadas molhadas e
Nenhuma fruta se me enterra e apodrece ao duro barro
pra o meu de após...

Acinzentar: clareiam os céus
meus lindos longos e chãos nadas,
percorrem lá chãs d´águas.

Eduardo M.P. Félix.
A música é desagulhar este som ferrilíneo de ponta movendo aguda do silêncio
muito tedioso das cadeiras distais da sala vazia branca ante as árvores das janelas

Silente senta, a nada delas,
as tuas lembranças guardadas, seguram dormentes
 - Vassoura! pó (friamente) adentro esconde ao viajante -, disseras
quando ousavas n'olhos calada
e lá, também, então às vezes não sorrias ou lamentavas

Ao meu som assento, eu mesmo é o que vagava.
Oscilava. É-lo intermédio de pontos a segurar coisa,
qual essas folhas de galhos a farfalhar em mesmo pendor

pois Eu canto como morta cigarra cata seu corpo
no eco do campo, do tempo lograda.

Eduardo M.P. Félix

(p.s: mas cigarra.) 

   

domingo, 24 de novembro de 2013

E que se frise: a ausência de saber, se me é a ausência da minha vida, ela o toma, se estende ao próprio não-ser-dela, como folhas cheias e ervas daninhas invadem só na justiça de existir também. Como não dela é, só pode ser, do seu ponto, etéreo o campo justaposto. Eu vivo de potencialidades: o outro lado. Determinados negrumes madrugueiros.

                                                       As palavras também são violência como quem não está nem aí ao universo que não lhe permite. A minha cinzeira de tinta é vítrea, tudo que há num vidro, transparência, reflexo, de tudo que existe ou aponta não ou não exista. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ah a esquina do meu quarto com a
lata que repousa lá
na aziaga prateada forma da jarra
cheia de... quê?
combustões atômicas da
fraca sonolência transparente
do ar, lente muita e minudente.

Eduardo M. P. Félix

sábado, 26 de outubro de 2013

Há, porém, a infinitude inapreensível do universo, em verdade, e nele muito mais que eu, em verdade; e em mim todo o amor a mim mesmo que eu posso. A infinitude de que todas as pessoas são mais que todas as pessoas, e sei lá. O problema, ainda, de eu ficar repetindo, como se fosse mantra inconsciente e neurótico, as palavras do meu próprio texto. Há em cada pontada sua de letra, daí, novamente, a sanguinolência de uma humanidade toda de povoações que morre a cada letra à tinta. E as vozes todas delas se exploram. Nise, o mundo é quase lindo.

domingo, 20 de outubro de 2013

Meu ululante vazar calado nas vagas do chão
instante solo, deitar-se
Cristalizar quase ao banheiro

Derreter como cera branca
atravessar a fímbria ao soalho pela nesga acanha do si mesmo
e plof se sumir no mundo

Eduardo M.P Félix

sábado, 19 de outubro de 2013

é o que esperemos.
à intuição da textura real.
então deve ser deleitoso
anha como de  saudade,
míssimas; felicidade  estr  
as ou deleitosas ou  pessi  
tenho sombras de  fantasi  
ais ou menos não sei. mas
ento já definitivo ao que m  
resto do mundo é apontam  
potência - a mim - pois  ao
al já existe e mormente qual
a mim incerta porque na  re
daí é bem mais  lateralidade
ças ou o que é que eu tenho.
eu não sei se tenho  esperan


Eduardo M.P. Félix
Então, eu voltarei de novo à minha cama, com os problemas para os meus sonhos, que são mais que eles (e os envolvem) como perfume e cobertores e colchões enegram o manto e a escuridão... uma infinitude sem pensar me vai dissociar as coisas todas, e eu sentirei aquele aperto, tão velho, tão velho, do não estar... e tudo se me vai desconstruir como etéreo. Merda, eu estou a fim de tocar a realidade!
  

sábado, 28 de setembro de 2013

se há o mundo inteiro, dificulta vê-lo
perscruto (como dele não fosse) só o que me há

alva dada vaga

se eu luzo,
a vida é sustentada
clareada indita,
pelo repente lume de nada.

O viver ser chorar glóbulos negros me presta a enseada
Os incensos são saber o inconsciente, em desvelo ao vento a fumaça...
em cima, limiar e simulando as gramíneas, os orvalhos...
...torno delas

doem, e quer-se morrer.

...

Eduardo M.P. Félix

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

É difícil achar algo
das palavras
imaturas ao papel.
Eu forço o meu orgulho
se ele tiver algo
a verdade o liberta, e ele não tem.

solto a fumaça uníssona que é ao íntimo
do mundo:

     mais ou menos pareço o que eu não sou.

Ali fico sem áureas nem belezas em ditos maiores
Transcorro junto dela e
saúdo mais a humanidade,
em geral é boa ela.

   

         tudo isso se me dói à flâmula do medíocre                e eu sei que o sou
as listas dos ópios das calçadas me conduzem e eu mais pertenço
à sombra daquela árvore. E sou isso, marca logo sem querer.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O canto do parque

Por que achá-los me observando?
eu é que vos olho, oras!
enquanto mendigam passagem como se eu fosse de esmola
de vouyerismo aos demais!
no parque só posso,
no negrume do parque
                  da cidade
ou as árvores - ou o que não apareça estranhamente
assim, de fora, com as mãos de fora
                                           das calças
das camisas, às camisetas que depois repousam
serenas repousam deixando anúncio
 - olha, proteja-se, hein? -
e do que aconteceu noite passada,
qual nem lhe fossem mais
As estrelas são mais bonitas quando se faz algo
no parque às 3 horas da manhã, sem guia exato
mas não se as fita, razoavelmente
Não se as fita,
E não melodiosamente
O canto final do parque
O canto final das horas
O lago todo. Já vem.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

. Preciso dizer alguma coisa que eu não sei; eu não sei a verdade, se  há a verdade. Sei que me há confusão, e talvez eu não anseie a certeza, mesmo. Quem sabe eu não tenha cansado disso , há a possibilidade infinita de sim. É que há possibilidade infinita em todas os objetos a olhar-me. Transversalidade instantânea e chata e fora e dentro de tudo. As substâncias, em conta, são tão raras, e vão as pessoas passando pela estação de metrô atrás da linha amarela como se cada não universalizasse o pensamento de si a si e a outro tanto. À linha, que seja! Em contração isso eu mesmo já nem compito, imagine se... se elas lembrassem. E pior que até fazem, tão leve ao esquecimento inerente disso. Será que, então, não se torna mais cativante? se for o funcionalismo dele

   ou será que é tudo vazio mesmo

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Eu, aqui, na frigidez do quarto, busco avantajar o tino do universo no pontinho da minha cabeça...  o tilintar vazio, dele, de cada nota... a realidade é a escarcela da indiferença. E em todo lampejo há um negrume por sob égide.

A realidade é uma vastidão que devia não ser da vida.
Mas é o embate... e o que há nisso                                    ...

       Eduardo M.P. Félix

domingo, 28 de julho de 2013

não quero nem o pouco o fim. hoje, eu tenho o medo da morte. e, felicidades, ainda não morri. mas é que, desde que Macabéa morreu, eu tenho sim, Clarice, a certeza da sempre véspera. tenho sim. e não sei se é pungente, não sei se é ver o ideário das coisas orgânicas, percepções tuas tão doce e verdadeiramente... mas a vida é tanger a vida, morrer... 
 .....................................................................................................................................

 encontrar a vida e decorrer. algo, que seja, o eros, o amor... é tão breve e o esvaecimento etéreo nos compele à materialidade viúva das mais evanescências que não sejam vida. há mais beleza nisso, meu deus, que todos os esvoaçares que eu me impilo. 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

fluxo de pensamento de uma personagem do meu conto sempre incompleto, porque eu sempre escrevo as cenas antes de o conto chegar a elas...

A rasgar-me quais resplandecentes espadas mais orgânicas, mundo, e aquele instinto de resposta... (?) dubiedade perseguidora determinante do último mês; eu aprendera o tempo, à pele das objeções ou não, porque o devir entanto é um demais incisivo contra ou não as  petições – realidades, de torneiras, de paredes e janelas, vós deixai-me ver-vos (mas não deixarão) – não deixarão, de alguma causa, vós feris-me, concreto –, meu Deus do céu,  tão comumente ao dinamismo eterno – não podeis antever-se – eu então saberei o sofrimento das espadas do princípio da realidade, a perpetualidade encosta do absurdismo andante todos o sabemos: a dubiedade ao céu nublado porque nele há ambíguos tons de cinzas e o tilintar amargo muito amargo em serenata amaro do tempo – a minha negação nunca porvirá daí a tanto, a tangência já profundou-se muito se enrubescer numa sempre etérea servidão às minhas poesias – do mesmo modo que muitos outros passados marcam-me a esquecer devida leveza ao precedido; – não; digo, a condução tão vasta contata a mobilidade do resto prévio – eu tenho mais isso a deixar de perder o que das formas penso ser bom (ganhei bastante esses dias vários atrás) – “pra onde eu vou, venha também” – d’eu anseio as ganas que ganhastes, céus (, céus, alarmes, alarmes,) esperai que vós ganhastes como eu agarrara a vossa nuvem agigantesca (os galhos verdes escusos vos tantinho tampavam) de modo que era algum quadro tão belo e plasticidade bate a mim – mas não há cifrões bastos com a história dessas vinhetas descansadas pra depois ou um ouro que se não se saiba se se ganhe (?) numa suavidade da necessária nonada se inda não ocorre desmaiada ... ah, as tristezas humanas ... se se podem balizar em nada, o fazem tentáculos coração e se vão esticando por todo o vário cosmos de vazios não precisa de racionalidades espessas e sensatas pra se fundarem ... ah, sou tanto tanto pobre de não vê-los ... toda a dor que há no mundo (não poderia desregrar numa explosiva felicidade futura ou numa explosiva felicidade sensata não é a ‘nércia das coisas pelo otimismo assim sensato) eu estou vendo, eu estou vendo, muitas coisas, corre corre corre ai, e a certeza de que elas não precisam – que foi, não podeis tratar a “tanger o devir de boa, sem problemas?” aaah... pelamor, tenho minhas motivações, eu sei lá, motivações de estar desmotivada a essas formalidades – então, eu converso com quem? com quem eu imagino ser deuses, com quem eu imagino que me dirias se eu faceasse o que eu facearia se lhe dissesse... – dissesse a deuses ... não, convenhamos eu chamar de deuses de não admitir a que digo, e também de não saber a que se chamasse o tempo E o vento! :) caramba há ironia nos cantos mais inóspitos, que isso, gente, caramba; figuras de linguagem nas amorfias viventes decorrem nas vicissitudes mais escabrosas é sempre assim não aqui só, viu? aprendê tu esta lição a pulsão fluxa se se data o que dato – é a amarração de tudo isso, não é? – como se haverá conclusões as conclusões são, são; são esparsas ... nah! forças forças que emendam e ratificam contra cada uma a si mesmas vós parai de me defasar vozes a todo o tempo se é que há tempo não há meu deus, mas é vós mesmo a incitá-las essas vossas perguntas temporais e devirosas ... ah, my god; como tudo isso é só compensação do meu ser inato, ignaro e falho, eu choro... e pra achar que sou mais humana que essas pessoas que passam em todos os lugares isso é perigosíssimo [se achar mais humano que outrens] perigosíssimo fere-se-os uma hora, articula-se um sistema pra indagar-lhes se porque não aceitam o princípio da realidade que eu, eu quero! tão clichê pronunciar isto, que limitação.

(pensamentos enquanto passa pela rodoviária)

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Narcisismo

Seja gostando seja odiando
Não existe o transbordar que não me adequa  
Rostos conhecidos, Rostos conhecidos
e que vos passam, vosotros sois eu
Não acenam, nem que baixinho

Desfiguramo-vos por movimento
a este não lugar metrô por nada
há barreira sem tampar: a nesga deste mundo é ele mesmo
As luzes estão indo na janela e há que chegam
resvalam à superfície linear do ser
informáticas e propagandísticas
- ...como és serena...          eu arbitro a luz sair que me foge demais pra soltar-se em fantasia e
e o acentuam só de passar imutáveis                                                                    dar-se real.
Há gente ao lado;                                                                          dar-se no vácuo pr'outra luz.
A dimensão, por isso, deve dilatar
mas é confortável este local
e a música introjeta muito, corrida                                  - ... como és sereno.... o som também foge assim.
de vez em outra.                                                                                               demais funda ao vácuo.
Mas há gente, e se precisa fitar-lhes.                                                                                        demais.
Eu ensejo um olho outro e viro...

é espelho.    espelho
São espelho
os transeuntes quaisquer do metrô
.eu careço.
Ausenta outra humanidade tanta                                                  
e há a antevisão do meu rosto
perfeito naquele, que não é outro
A minha face esgota a minha
A minha face vê-me, e o outro é realmente eu
Não acena.
Todos com espelhos em rosto
Me observam; eu sou o ponto de todos os ângulos
sou o tudo só de mim
isso toleravelmente não é nada
     
As pessoas são eu.

Eduardo M.P. Félix

sexta-feira, 14 de junho de 2013

                                                      (...)
uma ironia tão gigantesca que até rio das minhas situações sem sadismo algum contra mim. mas... sabe-se lá, né? pode ser um gozo de prana flexível pelas minhas superfícies, que eu não consigo deter nem que pelo finíssimo e intransigente sarcasmo.

e pensar que os movimentos do futuro, quem sabe, sejam extremamente contra os de hoje. mas depende do futuro. algum futuro virá nos resgatar.

rará.
                                                      (...)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

esperança

  A poesia é tal subversiva que está a me criar uma esperança, despontamento de inflexão que não deveria. Com certeza não, porque é a subida vinda a um redemoinho abaixo, a ir-se-lhe dele sem apoio, mas ir-se maquinal em conjunções para atos no meu braço. Embora leve e tão frágil, mas limítrofe instantânea para cortar fenômenos e engendrar. Engendrá-los como numa dialética independente daquela mais fuzuê, e da qual a esperança se conduz fugidia, só com uma parte basta desta para criar essa vida própria de si.
   Após, desfalece, inclusive imprecisa a quaisquer disposições que nasça. Então seria a esperança vazio a essa outra realidade onde se fundira sua concepção, pois anda afora de suas leis, mas ainda nela, e por isso não pode ser dela, mas externa, alienígena como estrangeira, e assim existente, embora dela feita. É um nada porque desse jeito não pode ver-se ao derredor, tampouco detalhar-se mesmo. Daí a esperança é um vazio que me funila agora ao invisível. Nem é luz a mostrá-lo, senão indução pra este. E, então, fica entornada; e, então, morre, porque se nos adequa a ela o seu invisível. Outro redemoinho disso a instantes.

   Eu fujo de uma dialética, quebro-lhe para me transferir à alheia, ou ao potencial só da alheia, que nem é tempo; eu quebro movimento do tempo, vou atemporal; dele, a outro movimento do tempo, nem desse universo, mas logo de um imediatamente e futuro "esse universo". Eu transcendo.
                                        "Aqui em casa pousou uma esperança".
    Eu morro de medo das coisas finalizarem-se antes de eu escrevê-las.
                                        "O essencial é invisível para os olhos".

   Ah, Pandora, Pandora, Pandora: mas, por enquanto elas não morrem, e eu di-las-ia: nunca morrem enquanto redigidas porque até se viram universo. Ademais, em antecipação de perpetualidade, mais se aproximam de não parecerem o nada. Mais são nada em ponto de algo, e duma contenção eterna que não dá guisa do fluxo anterior, o fluxo do nada. Como nós temos o princípio do Nirvana, à diferença que morremos, sim. Nós, sim. A potencialização realmente é tudo e íntegra o mais possível nos ocultos e inexistências.  Eu não sei porquê, talvez seja humano, eu tenha um ímpeto para tangê-las. De se fechar as coisas, se as mostram ao máximo; é potencializar necessariamente: há o ensejo destro e a beleza da noite, por essa causa.
   Enquanto eu vivo posso enxergar o invisível ou inexistente em mediações do que lhes são adjuntos, e nas quais eu posso marcar vagamente; como estas palavras.
   A esperança seria influxo se, intrínseca, tivesse força. Não tem. Só dá-se.


Eduardo M.P. Félix.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Eu estava a tentar fazer uma onomatopeia do meu dedo batendo na mesa, porém não se parecem os sons nem um de perto com sons que a língua tange ao aparato bucal. como se poderá dar-lhes semelhanças a vogais ou consoantes? E daí se me entra a pensar a semelhança real entre o /a/ e o [a] de fato, que eu não se se dão-se igualmente como eu pensara (fonética e fonologia chata do semestre passado...). Parece aquele um tanto aberto como se não fosse barulho no seu preenchimento, estranhamente. Mas não é, claro, desse jeito à física sua, que nem de substâncias é o [a], e a seu aberto teria uns limites materiais, na própria sensação do som - que não é nada material - que não fechassem a superfície segura do que há dentro de si.
Viver parece tender muito ao não viver.
Se há a morte na distensão, é porque,
ao contemplá-la, eu a cinjo, natureza,
dos meus sentidos é que lhe cinjo de vida.
Para vós, realidades, eu não vos desagrado o empréstimo:
Sem que eu morrer quase meio em concessão
Não me haveria vida,
não me haveria esse desapontamento de matéria
Há daí eu buscar a sua ausência e o seu negativo.

sábado, 1 de junho de 2013

os encantos que um vazio anterior trouxera
"são só encantos" mentem-se a si mesmos
"também divisavam fibra orgânica com um outro"
trouxera  - outrora não vazio - do vazio orgânico?
então as organicidades podem esvaziar-se, enquanto são passado?
mas há as que se não passam, ao tempo dela
se não passam são por mesclarem-se
então não são vazias agora no passado, e
então
a de agora não veio qual as outras, do vazio.
Mas se mentiam, então não se deveria espantar ao descobrir-se a verdade
não se espantar por haver uma verdade, pelo menos
só que a mentira deles - diria, TAMBÉM deles (logo se verá) -
é a descrição da sensação que todos temos com isso
portanto
é coisa que se espanta e coisa pela qual se discorre porque não é inteiramente a definição de mentira
não há mentira se sente-se
mas seria um idiota o que achasse nela a Verdade integral: quimera tosca nossa
embora seja verdadeira
e é ainda mais isso confirmação de que a depreensão não incorre de um vazio (que jáááá fora passado)
mesmo que este puxe as coisas muito bem, geralmente
porque a mentira consegue a verdade inverdadeira.
mas não era disso que eu tratava, era de encantos
e tu mos trouxesses pós vazio, e tu foste pós vazio como tudo é                  (segundo a minha ambição,
daí                                                                                                                                 pelo menos)
O vazio, porque puxa, não pode ser vazio.
Era fenômeno Era orgânico E talvez fosse outrem.
E esse outrem também és contigo
daí
tragam-se na minha subjetividade, na minha ilusão, na minha mentira pessoal.
Como a realidade inteira é virtual, que não a faz menos realidade.
Mas eu terei que resolver isso daqui a pouco.                                    (serão essas coisas desveladoras da
                                                                                                                  virtualidade?) mas esta não é
                                                                                                                      errônea, é muito é bela. Todo                                        
                                                                                                                   ser a adora, só nela
                                                                                                                     se pode o ser.
Eduardo M.P. Félix
 olha, lendo agora eu não entendi esse poema, só um pouco, acho que só tenho uma ideia do que eu quis dizer.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

por que todos nós éramos idiotas? será que eu ainda sou idiota?
e vocês me esconderam isso o tempo todo de mim. Ou eram com o eu.

domingo, 5 de maio de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

Ao menos, das nossas ruindades, há um transbordar além, das poucas ganas positivas do mundo: é a produção inexorável, que não faz destrutível o humano a si mesmo. Há uma assim, ao menos.

sábado, 16 de fevereiro de 2013


Em cada canto, Musa, a noite se desloca
E, se desloca, é de em solilóquios soturnos
aos moribundos porvires escuros
de passarem em tempos, e tempos noturnos.
A consistência vaga de estética infundo
da vaga breve d’aurora
Muito, outrossim tua, muito, há-lhe rósea, que
desvela – tu desvelas o mundo

Que se desbota a si e a tudo.
Em tudo o depois perfaz e desfaz, Musa.

Eduardo Matos

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


eu viverei  a literatura pra sempre
boto a minúscula que é para transgredir o word
é só o conseguir meu anular os enganos do programa

numa textura de imbricações tão sistêmicas
única coisa dele assim é errar pela sua própria cristalização:
ninguém nem lhe precisava romper
mas eu rompo porque o word é chato e erra mais
que eu e todo o mundo
ainda assim eu escrevo certo para ele
eu ando só um pouquinho além desse sistema
que de resto é ir pra mais demais da língua
e do que mandam dela
ou ela manda? dizem

se eu escrevesse mcjoidvnhofhu talvez fosse exagero
mas aí me entenderiam por análise
eu nem sei nem sei destas
mas eu inda escrevo à norma
só sou contra o word mesmo apesar de tudo que ele me dera e a sorte de eu escrever nele. 

eduardo matos 

sábado, 26 de janeiro de 2013