domingo, 9 de dezembro de 2012

Abobado um céu que nem afresco
se figura desenhado à paisagem
ascendida num sol breve
nuvens tampam locais, para cinzas
e as gotas abdicam-se-lhes
Descansam (em outra forma, poça; possa: a água tem poder) sobre o cimento
decorrem marolinhas inteiras
são marolinhas que massageiam o humor
Vítreo, de vista nublada assim, ar fresco.

Uns verdes escuros d´árvores se contrapõem, contragostosos, às partes descoradas celestes.
E juntam novos cheiros, novas quedas, ao respingo que esvai 

detalhes de traços transversais 
do céu aos sapatos
vão
a gotejarem em vários signos ao pensamento
destilam palavra
Tudo farfalha

- que vão -
eu iria também. 
Cada água dessa ecoa, no chão, por uma cogitação inteira. 
A transforma 
A transforma junto com meus olhos.
Essas paisagens ressoam às próximas visões .

Eduardo M.P. Félix