domingo, 26 de agosto de 2012

A camuflagem de um anúncio militar que eu vi

"No exército, você se iguala!"
tira-se a pessoalidade de todo o mundo.

(Bons) costumes

Diga não às drogas!
              à emoção!
              às erógenas!
              ao mundano!
              aos sentidos!
              ao descanso!
              ao descaso!
              às greves!
              à boemia!
              à liberdade!
Diga não à vida, e receba o salário.

     Eduardo M.P. Félix.

sábado, 11 de agosto de 2012

   O discurso pode ser para muitas objetificações, se o desejar. E o meu  aponta-se a configurar um vulto de reflexo, que seja. Muitas vezes tortuoso; digamo-lo custoso de realização. Qual me difere, nisso? se por algumas vivências permaneci em letargia literária, amiúde relaxa isso ao geral. Se amei pouco, a nem todos há que gostar recíproco, ademais a terra ignora-me. Indiferente. O caleidoscópio imaginativo é orgânico, resulta de material, e assim adormece, nalguns instantes; os chacras lesam, como a natureza cansada. Neles se introduz pouco raio solar; não se colore significado aos pranas e às luzes, das vibrações adversas dos fótons viajantes, que traçam retas infinitas. A mim positivava. Mais telúrica a ideia iluminara-se, animara-se, energética. Saudade. Contudo a terra me potencializará, ainda vivo, de novo, logo. À condição animalesca é intrínseco, e eu sou animal d'inteiro. Seja da abstração ou dos fenômenos; não há segundas categorias para abdicar-me disso. As intermináveis capacidades crescem, nesse modo, por direito. O fino delas de repente se vislumbram, ao percebê-lo. Disso sou livre.

  Eduardo M.P. Félix