terça-feira, 22 de maio de 2012

Média

  prontifica-te à desarte de ser um oficiador átomo sem diferença
  abdica a vida pelos outros desservindo a ti e eles sê funcionário (servidor do mês)
  sê servente!
  serve servir eles serve a vida monetária serve a taciturnidade serve o ser trabalhadeiro serve parecer-se superior ganhador serve se aproveitar a fração da existência de quando não trabalha
                                                                                                [serve a chatice serve
  serve muita coisa vem ser é orgulho
  serve médio e é o que serve
  sê!
  serve cômodo serve estável
  serve não ser etéreo
  serve não ser sem rumo
  serve não ser sem erro serve ser meio
  serve não ser arte
  serve não ser mosaico

  sonhar com vida dessa serve
  servimo-la!
  serve sonhar mais a si abaixo
  Horizonte e céu é-nos tão bem mais caro à serventia
  pagá-los nem sempre dá
  serve uma servida mais como a gente
  serve o protocolo serve o despacho
  servir a realidade daquele sonho serve mais

  da minha consideração a você
  dou-te o melhor conselho
  mais miss
  mais mister

 sê à nossa classe,      ! Sê-lo.
 sêlo
 selo selo selo selo selo selo selo selo selo selo selo selo selo selo selo
                                                  .


  Eduardo M.P. Félix

terça-feira, 15 de maio de 2012

  Não versifico sobre uma dama
  Um vento
  Uma pusilânime dor
  Os meus mil tempos
  O rasgo
  O vazio
  Ninguém
  A mágoa examinada
  A ausência de mim a mim
  A presença desta, solidão
  Sobre nada, agora
  Eu não sei escrever. Eu sei da melancolia.

   Eduardo M.P Félix

sábado, 12 de maio de 2012

   O humano não é sem consciência. Quando se dispensar a magnitude da minha ao meu sujeito, que eu vá, junto dela, à fora do mundo. Sepultem-nos na mesma cova, e que a hora no registro de óbito seja a mesma para nós dois.

o problema de estar com vazio é que não podem tirá-lo, porque não se arranca a inexistência

    A mim parece-me não haver enchimento a desguarnecer a sucção do vácuo, que furta as vigas da alma; de logo é toda capacidade puxada.
    Os ofícios não me objetivam a algo, tampouco dão como valorizáveis. A visão deles faz como distanciar a perspectiva suas, que me sobreviria em necessidade imediata, e devidamente, a outros tempos; assim acontece pouco, agora. Não os percebo com verossimilhança: a minha falta de matéria tem-nos lá para os desimportantes. O juízo lhes sabe das consequências; porém, a vontade, que é que impulsa, definha, rola, à força, para o oco, que a desmorona. 
    Acontece de o tempo, porque é independente de tudo, não se mudar à espera da minha volta, e as finalidades são ainda precisas, chegarão suas demandas. Se eu não tiver estas à hora, sucumbir-me-ão, por mais que lhes suplique descanso até eu recuperar a vista das metas como deve, e condicionar a mim próprio. 
   A época é nova. As motivações costumeiras dantes e condição dispersam. Daí não reconheço o lugar mental que empurrava-me, embora seja o de sempre; a paisagem lá mudou recentemente, é qual ali eu não estivesse. O Agora que assim o dispôs. 
    Bom, pelo menos as letras forram-me de alguma coisa, que tão logo será também consumida, mas hei de aproveitá-la, por enquanto. A pungência pelo nada às artérias é a pior, não se caminha oxigênio, assim. O metabolismo acaba, e dessa maneira as produções do organismo. 

   Eduardo M.P Félix.