domingo, 9 de dezembro de 2012

Abobado um céu que nem afresco
se figura desenhado à paisagem
ascendida num sol breve
nuvens tampam locais, para cinzas
e as gotas abdicam-se-lhes
Descansam (em outra forma, poça; possa: a água tem poder) sobre o cimento
decorrem marolinhas inteiras
são marolinhas que massageiam o humor
Vítreo, de vista nublada assim, ar fresco.

Uns verdes escuros d´árvores se contrapõem, contragostosos, às partes descoradas celestes.
E juntam novos cheiros, novas quedas, ao respingo que esvai 

detalhes de traços transversais 
do céu aos sapatos
vão
a gotejarem em vários signos ao pensamento
destilam palavra
Tudo farfalha

- que vão -
eu iria também. 
Cada água dessa ecoa, no chão, por uma cogitação inteira. 
A transforma 
A transforma junto com meus olhos.
Essas paisagens ressoam às próximas visões .

Eduardo M.P. Félix

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

  Incrível as transições sintáticas destacarem-se da consciência, ou do seu vértice mais oculto, ao escreverem-se; não que se encontre inesperanças. Mas certas frases, ambíguas, são possíveis ter, com segundas comunicações, objetos da nossa mente que nem imaginávamos existirem, e talvez presenciem-se no texto por estarem, inerentes, aos resíduos externos das cabeças. Portanto eu não sei se crio (ou não) ilusões, enquanto escrevo. Percorrem-se as minhas vozes num dizer imenso em exame consistente da palavra. Tenho uma escuta de mim mesmo, para sabê-la.
  Por isso, posso dar com mil choros, quando escrevo, que são rotores de qualquer lance fastio sobre o papel, como o tubo é anestesia de tinta. A ponta a circunscreve.

  Eduardo M.P. Félix

sábado, 6 de outubro de 2012

     As felicidades doutrem talvez amostrem o que é a atualidade. Perscruta-se ou elas ou por quais niilismos andais, a fim de se antever a época disposta à gente. Eu a procuro: não consigo achar a arte deste tempo, que é, para mim, tão inativo quanto eu não aguente, e daí ouço músicas de antigos, a lembrá-los. A busca, no entanto, da identidade cultural se repetira a eles como ao instante presente, mas agora parece intensificada, e que se não descobrir, tampouco aos seguintes será possível alguma particularidade de estilo, visto os futuros advenham deste.
     Há falta de um continuum estrutural de poesia (sempre ligada à coesão e coerência), e a vista incrustada a ela, a que praticamente não se lhes encarasse a divergência entre matéria e psiquê - meio difícil de realmente se perceber já naturalmente, embora já tenha sido mais - e a isso passasse a época num movimento dado pelas letras e as cores das paisagens, por zil tintas imaginárias igual a reais, vibrantes como pinturas relativas do humor.
     De qualquer modo, todo esse querer é reclamante e chato; se bem que não ocorreria muito se os minutos demonstrassem de vez o seu gênero para eu vivê-lo.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

poeminha sobre quaisquer musas

Os meus olhos
entre os seus
entreolham-me
observam-na
desconfiam-me
e escrevem-ma.
Botam-na
caneta o que há de musa
de ideal e austero
e o que há de vero
o que tem de mero
e de excedente.
A verso,
esparso o excelente! :)


Eduardo M.P. Félix

domingo, 26 de agosto de 2012

A camuflagem de um anúncio militar que eu vi

"No exército, você se iguala!"
tira-se a pessoalidade de todo o mundo.

(Bons) costumes

Diga não às drogas!
              à emoção!
              às erógenas!
              ao mundano!
              aos sentidos!
              ao descanso!
              ao descaso!
              às greves!
              à boemia!
              à liberdade!
Diga não à vida, e receba o salário.

     Eduardo M.P. Félix.

sábado, 11 de agosto de 2012

   O discurso pode ser para muitas objetificações, se o desejar. E o meu  aponta-se a configurar um vulto de reflexo, que seja. Muitas vezes tortuoso; digamo-lo custoso de realização. Qual me difere, nisso? se por algumas vivências permaneci em letargia literária, amiúde relaxa isso ao geral. Se amei pouco, a nem todos há que gostar recíproco, ademais a terra ignora-me. Indiferente. O caleidoscópio imaginativo é orgânico, resulta de material, e assim adormece, nalguns instantes; os chacras lesam, como a natureza cansada. Neles se introduz pouco raio solar; não se colore significado aos pranas e às luzes, das vibrações adversas dos fótons viajantes, que traçam retas infinitas. A mim positivava. Mais telúrica a ideia iluminara-se, animara-se, energética. Saudade. Contudo a terra me potencializará, ainda vivo, de novo, logo. À condição animalesca é intrínseco, e eu sou animal d'inteiro. Seja da abstração ou dos fenômenos; não há segundas categorias para abdicar-me disso. As intermináveis capacidades crescem, nesse modo, por direito. O fino delas de repente se vislumbram, ao percebê-lo. Disso sou livre.

  Eduardo M.P. Félix

segunda-feira, 16 de julho de 2012

falta de inspiração

  Precisava amar este ano como fazia a anteriores e apreciava suas naturezas. Carecia fazê-lo agora; porém, é não fácil e menos inerte, e de não me satisfazer, assim; de eu relevar a arte sem querer, porquanto ela me foge, e não é culpa minha, então. Contudo ocorre sem eu coordenar bem isso, e que me acontece além de mim, embora seja-me pelos vazios, escorrendo nos meus poros; esvai, então. As comoções, também, impressas aparecem-me como ecoassem nelas mesmas, a distância. Eu não o saberia escrever, mas afeta, a mudar-me o estilo, que permanece diferente aqui, e menos simbolista, é certo, por sofrer disso, e matar-me, às vezes. Eu escrevo rápido e não penso, a acarretar a minha escrita mediocremente e pouco estética. Não seria esta de se padecer por tanto; porém, quase nada sinto,  não me parece verossímil ou cosida verdadeiramente. Não é original, nada de novo faço, vem de muitas palavras não  raciocinadas fundamente; ao discorrê-las, são as de sempre usadas, sem criatividade que advenha, inclusive nem significam a exatidão revolvente, à descrição. Bem, é só isso, acho, porque não tenho mais nada que se projete, porque a preguiça desfigura-me a inventividade. E porque ainda não sinto coisa, era o meu desejo quando quis digitar. Certa calmaria abarca-me; eu não gosto dela. As calmarias são boas quando em minutos, sim; mas as odeio se por semanas inteiras. Não é justo que se as substitua num humano pelas habilidades únicas das quais orgulha a si.

    Eduardo M.P. Félix

domingo, 17 de junho de 2012

Estudar e Avistar(o mundo)                                                     ( que, às vezes, são
são dúbias sensações aos                                                            iguais)
abismos meus das qu
e mais se galgam e de,                                                                                      
e  se, conciliarem em
si a cada a outra, aleg
ram o que bastam à fe
licidade completa, tam                                                    (tanto difícil, ultimamente.)
bém minha. E que de se
vir por ir findar das mais
recônditas partes reflexi                                               ( sobre as quais eu nem sei
vas cerebrais,aclamam o                                                  muito, a estes dias)
quanto maior seria em re
lação a quaisquer umas.
Embelezam-se-me comi
go por toda a clarividên
cia. Aí eu até pareço qu                                        ( ou seja lá o que se pensa ao que
e amo. Ou, pelo menos,                                           faz-nos sentir algo: a vida; por se sentir
a vida. São as coisas a                                             não é passível de julgamento, pois
eu gostar, são as me ap                                            é - eco - ilógico, parcial, o sentir do
resentarem, ou tentarem,                                         sentir.- nenhum objeto inorgânico      
o ser humano em física                                         poderá julgá-lo por nós, para termos
ou substância. Consum                                         um achar honesto ao assunto)
am-se nas, porque essa          
s veem de mais íntimo in            
da, nas letras. Boas letras!                              

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Antropomorfismo bandeirístico :o

  Na rua
  O branco do meio fio,
  O verde da grama,
  O amarelo do paralelepípedo.
  A bandeira do Brasil formada.
  Ao longe um pedreiro fustiga o mato
  pruma nova estrada
  Que planos, engenheiro
  Que plantas vis!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Média

  prontifica-te à desarte de ser um oficiador átomo sem diferença
  abdica a vida pelos outros desservindo a ti e eles sê funcionário (servidor do mês)
  sê servente!
  serve servir eles serve a vida monetária serve a taciturnidade serve o ser trabalhadeiro serve parecer-se superior ganhador serve se aproveitar a fração da existência de quando não trabalha
                                                                                                [serve a chatice serve
  serve muita coisa vem ser é orgulho
  serve médio e é o que serve
  sê!
  serve cômodo serve estável
  serve não ser etéreo
  serve não ser sem rumo
  serve não ser sem erro serve ser meio
  serve não ser arte
  serve não ser mosaico

  sonhar com vida dessa serve
  servimo-la!
  serve sonhar mais a si abaixo
  Horizonte e céu é-nos tão bem mais caro à serventia
  pagá-los nem sempre dá
  serve uma servida mais como a gente
  serve o protocolo serve o despacho
  servir a realidade daquele sonho serve mais

  da minha consideração a você
  dou-te o melhor conselho
  mais miss
  mais mister

 sê à nossa classe,      ! Sê-lo.
 sêlo
 selo selo selo selo selo selo selo selo selo selo selo selo selo selo selo
                                                  .


  Eduardo M.P. Félix

terça-feira, 15 de maio de 2012

  Não versifico sobre uma dama
  Um vento
  Uma pusilânime dor
  Os meus mil tempos
  O rasgo
  O vazio
  Ninguém
  A mágoa examinada
  A ausência de mim a mim
  A presença desta, solidão
  Sobre nada, agora
  Eu não sei escrever. Eu sei da melancolia.

   Eduardo M.P Félix

sábado, 12 de maio de 2012

   O humano não é sem consciência. Quando se dispensar a magnitude da minha ao meu sujeito, que eu vá, junto dela, à fora do mundo. Sepultem-nos na mesma cova, e que a hora no registro de óbito seja a mesma para nós dois.

o problema de estar com vazio é que não podem tirá-lo, porque não se arranca a inexistência

    A mim parece-me não haver enchimento a desguarnecer a sucção do vácuo, que furta as vigas da alma; de logo é toda capacidade puxada.
    Os ofícios não me objetivam a algo, tampouco dão como valorizáveis. A visão deles faz como distanciar a perspectiva suas, que me sobreviria em necessidade imediata, e devidamente, a outros tempos; assim acontece pouco, agora. Não os percebo com verossimilhança: a minha falta de matéria tem-nos lá para os desimportantes. O juízo lhes sabe das consequências; porém, a vontade, que é que impulsa, definha, rola, à força, para o oco, que a desmorona. 
    Acontece de o tempo, porque é independente de tudo, não se mudar à espera da minha volta, e as finalidades são ainda precisas, chegarão suas demandas. Se eu não tiver estas à hora, sucumbir-me-ão, por mais que lhes suplique descanso até eu recuperar a vista das metas como deve, e condicionar a mim próprio. 
   A época é nova. As motivações costumeiras dantes e condição dispersam. Daí não reconheço o lugar mental que empurrava-me, embora seja o de sempre; a paisagem lá mudou recentemente, é qual ali eu não estivesse. O Agora que assim o dispôs. 
    Bom, pelo menos as letras forram-me de alguma coisa, que tão logo será também consumida, mas hei de aproveitá-la, por enquanto. A pungência pelo nada às artérias é a pior, não se caminha oxigênio, assim. O metabolismo acaba, e dessa maneira as produções do organismo. 

   Eduardo M.P Félix. 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Repulsa contra moralismo

   Porra!
   Cagaram na merda da minha boca!
   Tá suja, agora! Não tenho culpa!
 
  Eduardo M.P. Félix

quinta-feira, 26 de abril de 2012

   Eu
   sei
   sonho
   sensato
   sozinho
   sim
 
(editado dos meus pés)

  Eduardo M. P. Félix

sábado, 14 de abril de 2012

  Ficar pensando se nós temos algum propósito é rebaixar-nos a um objeto funcional, sinceramente; eu prefiro ser superior a uma tecnologia qualquer. Até agora não se comprovou a existência ser para algo, mas o desenho de uma máquina é, sim. Acho muito mais bonito simplesmente viver sem que isso deva estar baseado em nada que me foi predisposto. - Rá! Como se beleza fosse argumento.
  Eu só sei que, sem motivos prévios para a vida, não se limita a um só.

terça-feira, 10 de abril de 2012

 Eu gosto de criar sentimentos, para satisfazer os de quem vê as minhas palavras. O problema é saber quais os que não existem. Não é fácil, razão pela qual é o vitorioso nisso bom merecedor à eternidade. Devo procurar sentir um desses, sem que ninguém o tenha percebido em todo o tempo da História.

quinta-feira, 29 de março de 2012

 Eu sei pra quê tanto cuidado para com as religiões. As religiões não salvam; a arte, sim.  E tudo que se quer é prender-nos. A arte liberta, deixa-nos avistar todos os ângulos de qualquer coisa. 

terça-feira, 27 de março de 2012

  Eu me tento ler como se não me fosse, e que viesse a analisar palavras desconhecidas. Só que a atuação interna é mais difícil, e assim é que eu não consigo fazer tal eu quero: acabar sendo leitor impassível de mim. Eu não conseguiria ser totalmente outrem na minha personalidade. É cada qual una, de modo que pouco se imita ou previne-se de outras; se eu pudesse entrever algumas, quem sabe as até parecesse. Eu só lhes sei dos modos, que podem bem ser falsos. Nenhum destes são totalmente condizentes com suas internações; em verdade, mais até porque eles absorvem outros, e podem imitá-los. Como as personalidades assim não  fazem, é concebida logo impossibilidade num trejeito se aflorar, em todos seus pormenores, dela. Não, não somos nós mesmos inteiramente. Primeiro, por copiarmos um tanto; segundo, por afeiçoarmos poucamente à nossa toda. Se isso é ruim, não saberia dizer; há intolerância até das almas, e uma não aceitaria as outras se não houvesse fingimento, por lhe serem demais contrárias; atuar é bom a ocultar-se e não subjugar-se a denigrimentos. Pelos trejeitos falsos mesmo já há dessas; talvez não fosse bom piorar. Aí a arte também se compromete, evidencia-se; mas muita gente não vê utilidade nela. Deixe assim; vivemos bem sem originalidades de trejeitos sinceros.
   
        Eduardo M.P. Félix

domingo, 18 de março de 2012

                                                 Texto Família




    Esbarravam-na, espancavam-na, e era xingamento ser chamada com o seu nome. Engraçado que era regime de escravidão. E quem estava aí? Fazia errado em ser escrava. Era vergonhoso, aos outros, que assim escolhesse, e a família estava acima da humanidade.
 


    A própria humanidade do ser não pode suportá-la, não. É bem precioso demais a família, pra que se fuja dela. A família que importa. Nada vai além dela. A vida não vai; deixe que morram,  a família ainda se sustenta como pilares da sociedade. A sociedade aflige todos pisando num subterrâneo onde ficam os escravizados, mas foda-se. A família continua. O átomo dessa civilização, ela é importante.
   Salvem a família! Não salvem outra coisa mais. É dela que se aprende esse valor sublime.
   Qualquer coisa que não é dele quer derrubar a família. Acabem com os outros que não concordam com a família, como se a odiassem. A família há de sobreviver! Amem a família. Grite a favor da família.
   É uma merda esse pessoal que nasce sem respeitar a família; são maus porque não tentam se curar do nosso ódio por eles. Já que o odiamos, é porque eles não gostam da família. É lógico e, se eles parassem com essa aberração de não gostar como a gente gosta, a família estaria melhor. Porque por eles que não há mais ótimas famílias, mas protejam-nas, já o disse. O valor é mui grande pela família, e assim deve ser a trucidar os que não acham como nós.
    O valor é bom. Não sei como  os explorados pela família odeiam a família; ora, deve-se adorar a família. Protejam a família. Sem família não se terá a moral, sem a família os explorados vão dominar o mundo, toda a face da Terra e o universo; vai ser caos total sem a família.
 
           Não se deixe compadecer pelos do subterrâneo; vem conosco e proteja logo a família. Não te obrigo, as consequências serão tão suas, somente.
                           Mas eu respeito os explorados. Eles que não nos respeitam: odeiam a família sem motivo e vêm agredi-la. Malditos.
 
                                                     Acabe com os do subterrâneo
                                                     Faça, pela sua família.


     Eduardo M.P. Félix
    Direi a problemática do século XXI. Não é bom o nosso tempo. A problemática dele é... Problemática do século XXI? Todos tiveram a sua e vens me dizer a problemática do século XXI? Ora, meu bem, nem ainda se lhe começa, e já te achas redigindo estas coisas! Mas, há problemática, que eu vou fazer? Ah! Rá! Tu não vês bem. Que autoridade possuis a falar tanto? Se viste tão pouco, ainda? E se for a que não escreves? E se nos vier outra? Duvido que assim seja, porque... Duvidas porque não tens o fim desta época! Há possibilidades que a problemática, essencialmente, seja nova, ao se finalizar o século; nunca a saberás agora, ele é jovem e entornará tempo demais, ainda. Talvez tenha razão; porém, e se eu escrever certo? E se eu adivinhar justamente a coisa toda? Ora, se tal ocorrer, foste, mesmo assim, negligente ao publicar, que não teria certeza. De qualquer modo, o tempo não se prevê ou diz-se com firmeza. Erram todos ao afirmarem contrariamente e dignarem-se a si mesmos de adivinhos corretos. Mentem estes. As mentiras muita vez sucedem; todavia, mentem. Ou precipitam-se, é o que fazes nesta hora. Não escreva, digo-te. Espera o século  todo, ou te zombarão pelo erro. Está bem, não o faço. Mas, se eu pontuo o que, de fato, observar-se-á como problemática, mato-te, e o século também o fará. Se não se queixa, nada acontece. A problemática talvez será a que ditaria, logo porque não a escrevi.

       Eduardo M.P. Félix

sábado, 17 de março de 2012

           Arte (literária)
             
   Mudo o estilo abruptamente
   É para não me encher o saco
   Do outro
   Eu mudo
   Mudo
 
   Lanço palavra

   Muda
   Em forma
   Em fôrma
   De um mundo
   Mudo
   Mudo
   O mudo
   Mudo
   Mudo
   O mundo


               (poesia editada em 15/01/2012)

         Eduardo M.P. Félix
    E a agora, meu caro, a ponderação que fizeste " a personagem devia se contornar desta figuração que lhe não faz bem" há momentos já bem distantes, concretiza-se à tua espreita. Fica feliz; vai, dispara pelos gramados a evacuar por de trás matéria que te ventaneie as ideias! Atira por eles o grito de que não sabes o resultado; contudo, emudece. A indiferença dissipar-se-á a pouco. Aí saberás qual a poesia que te deve àquele instante final da história. Muito forçoso. Emudece, agora. Berrarás aos cantos livres planos logo. Será qual denotação que for.
   
     Mas a história das duas te acabam
     Termina-as. Escreve.
     É, de fato, o cabo de uma Era.
    

              Se eu berro


              A folha contém meu som.


    Eduardo M.P. Félix